sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Globo Inverno revela encantos de São José do Belmonte, em Pernambuco.


O Globo Inverno começa pelo Sertão de Pernambuco, em São José do Belmonte, uma cidade que tem a sua história ligada à obra do mestre Ariano Suassuna. A cidade fica no Sertão Central do Estado, a 479 quilômetros do Recife. Com 32 mil habitantes, Belmonte, como é chamada, guarda todas as caraterísticas de uma cidadezinha do interior. Um dos seus destaques é o casario antigo. Em uma das casas, nos anos 20 do século passado, um comerciante foi assassinado por um bando de cangaceiros. Entre eles, estava Lampião. Mas a grande atração de São José do Belmonte fica na zona rural, na Serra do Catolé. É a Pedra do Reino, uma formação rochosa que chama a atenção pela imponência. Neste lugar, entre 1836 e 1838, mais de 50 pessoas foram sacrificadas. Eram seguidores do sebastianismo, que pregava a volta do rei como libertador do povo. Todos os anos, os belmonteses promovem uma cavalgada que sai da igreja matriz. Com trajes medievais, eles percorrem 36 quilômetros até a Pedra do Reino. Os fatos ocorridos no local levaram o escritor Ariano Suassuna a escrever o Romance da Pedra do Reino, lançado em 1970. Neste programa, Ariano volta ao lugar, que ele considera mágico, mais uma vez. Desde 1996, por ideia do escritor, grandes esculturas de pedra feitas por Arnaldo Barbosa, de Olinda, foram colocadas lá. Postadas em círculo, elas vão compor um santuário. Ariano conta o que sentiu quando esteve no local pela primeira vez.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

São José Belmonte na GLOBO

Acompanhe neste sábado(01/08) a reportagem de São José do Belmonte na Globo Nordeste. Será exibido as 12:00hs.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Associação Cultural Pedra do Reino

A Associação transformou a Cavalgada em um dos mais expressivos eventos históricos e culturais do país, contudo, a mesma não dispõe de recursos necessários para promover o referido evento, pois trata-se apenas de uma associação sem fins lucrativos, composta por um grupo de jovens que trabalha voluntariamente em prol do desenvolvimento da Cultura.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ponto de Cultura Pedra do Reino - Contatos

Para contatos através de e-mail:

Ponto de Cultura
pontodeculturapedradoreino@hotmail.com
ou
pedradoreinosjb@gmail.com

Pedra do Reino encanta Belmontenses e Visitantes, veja as fotos feitas pelo Fotografo João Rogério:

Ano 2009 - novidades




Uma tradição iniciada em 1993 – a partir de uma simples brincadeira entre amigos – chega ao ano de 2009 como um espetáculo que envolve história, ficção e misticismo. A Cavalgada da Pedra do Reino reúne cada vez mais adeptos que, a cada último domingo de maio, percorrem, a cavalo, o trajeto de 33 km feito, pela primeira vez em 1838, pelos homens do major Manoel Pereira. Eles partiram do centro da cidade até o arraial da Pedra Bonita (atual Pedra do Reino), para por fim ao massacre de dezenas de pernambucanos que estavam sendo assassinados por fanáticos de uma seita sebastianista, em 1838.Os moradores desse arraial acreditavam no retorno do rei de Portugal Dom Sebastião que traria paz e prosperidade a seus seguidores, sob o preço de mortes e sofrimento. A concretização desse reino de bondade só seria possível se a Pedra do Reino fosse lavada com sangue. “A idéia é transformar um episódio trágico num momento de conscientização, reflexão e efervescência cultural”, afirmou o presidente da Associação Cultural Pedra do Reino, Charles Neves, que organiza o evento. A Cavalgada da Pedra do Reino de 2009 foi realizada no dia 31 de maio. A concentração aconteceu em frente à Igreja Matriz de São José, às 5h. Os shows aconteceram durante a semana e também no sítio histórico da Pedra do Reino. No sábado (30), no Campo Carvalhão, a Associação também organizou a Cavalhada, uma manifestação de origem medieval – viva ainda hoje em Belmonte – em que cavaleiros munidos de uma grande vara em uma das mãos devem acertar uma pequena argola posicionada numa haste fixa, foi uma cavalhada cheia de encantos e novidades com o personagem QUADERNA e dança das madrinhas da cavalhada Zeca Miron.

Festival - Fotos das Oficinas



São José do Belmonte, cidade localizada no Sertão Central, participou do Festival Pernambuco Nação Cultural, recebendo a efervescência cultural entre os dias 25 e 31 de maio com foco na poesia, aboio e repente. Com oficinas, palestras e debates que também fizeram parte da programação. Veja as fotos no slide.

A Pedra do Reino

São José do Belmonte - A terra da pedra do Reino Distante 479 Km do Recife, São José do Belmonte tem como atrativo principal a Pedra do Reino, formação rochosa semelhante a duas torres, onde houve um dos mais importantes episódios sebastianistas do país. O acontecimento foi imortalizado pelo escritor Ariano Suassuna. Hoje, o local foi transformado no Ilumiara da Pedra do Reino, que mistura a vegetação nativa com grandes esculturas representando santos e personagens ligados à história sebastianista e ao romance “A Pedra do Reino”, de Suassuna. A cidade possui ainda o Memorial da Pedra do Reino, o casario antigo da praça central e a Igreja do Padroeiro São José. Em maio, acontece a cavalgada que é uma homenagem ao mito de Dom Sebastião, com cavaleiros enfileirados e de lança em punho aos pés da Pedra do Reino recordando o episódio do passado. O cenário é a Pedra do Reino, dois monólitos gigantescos e pontudos (um com 30 e outro com 33 metros de altura) perdidos na imensidão da Caatinga, a 30km da cidade. Este ano, um grupo de universitários de Direito participou do evento com a finalidade de realizar um estudo acadêmico sobre o tema. Felipe Falcão, Marcos Gian e Paulo Ernesto analisam a influência das lendas e das manifestações culturais do Nordeste na valoração da norma.De acordo com o estudo, os fatos sociais na região podem ser relacionados às manifestações da cultura que refletem o pensamento de um grupo, mesmo que a representação dos mesmos sejam por meio de lendas como a da Pedra do Reino. “O movimento sebastianista conta histórias de dominação, insatisfação, revolta e esperança. São fatos ligados estreitamente às condutas sociais e à criação das normas”, diz o analista da justiça federal e acadêmico do curso de Direito da Faculdade Paraíso, Felipe Falcão.
A festividade relembra o Sebastianismo, um movimento místico-secular que ocorreu em Portugal na segunda metade do século XVI como conseqüência da morte do rei D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. Por falta de herdeiros, o trono português terminou nas mãos do rei Filipe II da rama espanhola da casa de Habsburgo.Apesar do corpo do rei ter sido removido para Belém, o povo nunca aceitou o fato, divulgando a lenda de que o rei encontrava-se ainda vivo, apenas esperando o momento certo para voltar ao trono e afastar o domínio estrangeiro.
A festa da Pedra do Reino, segundo o escritor Ariano Suassuna, é um messianismo adaptado às condições lusas e à cultura nordestina do Brasil. Uma das inovações é a presença de vaqueiros na cavalgada.Traduz uma inconformidade com a situação política vigente e uma expectativa de salvação, ainda que miraculosa, através da ressurreição de um morto ilustre. Suassuna publicou o livro “O Romance da Pedra do Reino”, em 1971, obra que resgatou a história do episódio e inspirou o evento. Os preparativos mobilizam a cidade durante quase todo o ano. A condução de uma imagem de São Jorge, dá um toque místico ao acontecimento. “A população já percebeu que este é o caminho para resgatar o passado, recontando uma história marcante e sangrenta que ocorreu no século passado, na Serra do Catolé”, justifica a Associação Cultural Pedra do Reino, que coordenada o evento. Os figurantes confeccionam roupas especiais para o evento. As ruas também recebem decoração. As casas se transformam em pousadas. Na praça principal, acontecem os shows musicais. A Casa da Cultura e o Memorial Pedra do Reino, que ajudam a contar a história da festa e da cidade, ficam abertos para os visitantes.


Programação e cavalgada
Durante a programação, se apresentam violeiros, grupos de danças tradicionais, repentistas, bandas de pífanos, grupos de teatro e artistas da terra, além de diversas atrações musicais. É na tarde do sábado que os cavaleiros começam a entrar em cena.

A cavalhada — na qual o desafio consiste em acertar com uma lança a argola que está pendurada num ferro — reúne 24 deles, representando os 12 pares de França. Os cavaleiros trajam roupas azuis e encarnadas, como também os cordões de pastoril.O momento principal da programação é marcado pela cavalgada. Na madrugada do domingo, os cavaleiros voltam à praça da cidade. Começam a chegar antes do nascer do sol, por volta das 4 horas. Centenas deles. Na alvorada, fogos de artifício e tiros de bacamarteiros. Homens e também algumas mulheres recebem a benção do padre de São José do Belmonte antes de iniciar a cavalgada.Muita gente acorda cedo para assistir ao ritual sertanejo. Os cavaleiros levam cerca de seis horas para percorrer os 30 quilômetros entre o centro da cidade e as pedras da Serra do Catolé. Há uma parada para o café da manhã.No sítio histórico, onde estão localizadas as Pedras do Reino, há mais espaço para celebração, menos para festas. Durante a missa campal, um coral de vozes sertanejas alterna músicas religiosas com a Cantiga de D. Sebastião.

SAIBA MAIS: SebastianismoOs acontecimentos que inspiraram a criação da Cavalgada de São José do Belmonte não foram só ficção. Eles ocorreram na vida real em 1838. O beato João Antônio dos Santos iniciou o culto do Sebastianismo no sertão de Pernambuco. Ele garantia ter sonhado com Dom Sebastião, rei de Portugal, que desapareceu durante a batalha do Alcácer-Quibir, entre mouros e portugueses. Segundo João, o rei aparecia no seu sonho dizendo que ressuscitariapara instalar um reino de justiça, liberdade e prosperidade. Dizia ainda que, para o rei desencantar, era preciso lavar com sangue as duas enormes pedras da Serra do Catolé.

O Movimento Sebastianista foi retomado pelo cunhado de Antônio, João Ferreira. Ele conseguiu levar milhares de fiéis para a Serra. Afirmando ser o enviado de D. Sebastião, João determinou o sacrifício de 80 pessoas, que foram lançadas do alto da pedra.
Antônio Vicelmo
Repórter