terça-feira, 2 de junho de 2015

São José do Belmonte promoveu a 23ª edição do evento, que recebeu centenas de visitantes durante o último final de semana de maio








Por Luíza Tiné
Um final de semana para celebrar a cultura sertaneja, a herança deixada pelos portugueses, a obra de Ariano Suassuna. Foi o que aconteceu no município de São José do Belmonte, localizado no sertão de Pernambuco, que promoveu nesta última sexta (29), sábado (30) e domingo (31) mais uma festa da Cavalgada à Pedra do Reino. Esta foi a 23ª edição do evento, que este ano teve como grande homenageado o escritor paraibano Ariano Suassuna, responsável por escrever “O Romance da Pedra do Reino e do Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”, obra publicada em 1971 que inspirou os festejos. 
A Cavalgada relembra, anualmente, o massacre ocorrido em 1838, encabeçados por seguidores do movimento sebastianista que acreditava que Dom Sebastião, rei de Portugal desaparecido em uma batalha no Marrocos, estaria encantado nas duas pedras. 
Em 2015 a festa, que faz parte do Festival Pernambuco Nação Cultural, teve como tema “A Sagração do Imperador da Pedra do Reino”, e contou com a presença especial da família Suassuna, incluindo a viúva, dona Zélia, os filhos Dantas, Ana Rita e Isabel e os netos Lucas e Mariana, que por sinal, foram convidados pela organização local do evento para viver o rei e a rainha. 
Durante todo o final de semana, a cidade, que fica a aproximadamente 480km do Recife, se vestiu de azul e encarnado e elementos do movimento armorial por todo lado para receber centenas de visitantes e realizar uma programação extensa de apresentações culturais de bandas de pífanos, reisados, violeiros, repentistas e aboiadores, além de abrir as portas do Castelo Armorial e Memorial da Pedra do Reino para visitação. Na noite da sexta (29) no palco principal, localizado no Pátio de Eventos Carlos Antônio Gomes da Cruz, no centro da cidade, se apresentaram os cantores Guilherme Dantas e Flávio Leandro. 
Ainda como parte da programação, na tarde do sábado (31) foi realizada mais uma edição da Cavalhada Zeca Miron, inspirada nas tradições ibéricas, onde dois times de cavaleiros, representando os Mouros e os Cristãos, nas cores azul e encarnado, competem entre si. Durante o evento, foi inaugurado um painel, pintado pelo artista plástico local Silvinho em uma das paredes do Estádio O Carvalhão, também em homenagem à Ariano. O mural contém a imagem do escritor ornamentada com elementos do movimento armorial. Após a cavalhada, o tradicional forró na Bodega do Dida, no centro da cidade, animou os visitantes com trio de forró pé-de-serra, seguido pelos shows de Jorge de Altinho e Gean Mota.
O momento mais esperado, no entanto, foi a alvorada do domingo (31), quando o cortejo de cavaleiros, liderados pelo rei e rainha, representados por Lucas e Mariana Suassuna que usavam trajes armoriais, se reuniu em frente à Igreja Matriz de São José para receber à benção e seguir rumo a Serra do Catolé, onde está localizada a Pedra do Reino. Uma multidão se aglomerou em frente à paróquia para assistir a celebração, sob os olhos atentos e emocionados de Dona Zélia Suassuna e com as apresentações do Coral de Aboio de Serrita, da Banda Filarmônica São José e da Banda de Pífanos do Mestre Ulisses. O sítio histórico da Pedra do Reino está localizado a cerca de 26km do centro da cidade e a chegada ao local foi regada a fogos de artifício e muitos aplausos, como todo cortejo real deve ser. Uma verdadeira celebração a obra de Ariano, as tradições ibéricas e a cultura sertaneja. 
A organização do evento estima que cerca de três mil pessoas subiram a serra no último dia de festa, seja de carro, a cavalo ou de moto, para celebrar o encerramento da Cavalgada, que teve direito a palco montado com shows de Trio de Forró de Douglas, Naldo Aboiador e Sérgio do Forró. A Cavalgada à Pedra do Reino é um dos eventos mais importantes de São José do Belmonte, que movimenta o comércio, turismo e economia do município, além de ser um grande momento de confraternização entre famílias locais.
Realizada numa parceria entre a Associação Cultural Pedra do Reino, Prefeitura Municipal de São José do Belmonte, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Cultura e Fundarpe – Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, a edição de 2016 acontecerá novamente no último final de semana do mês de maio.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Netos do homenageado "Mestre Ariano Suassuana" REI E RAINHA da XXIII Cavalgada à Pedra do Reino



A Associação Cultural Pedra do Reino estará promovendo a XXIII Cavalgada à Pedra do Reino, no período de 23 a 31 de maio, e terá como tema: “Sagração do Imperador da Pedra do Reino”. Várias homenagens ao mestre Ariano Suassuna marcarão esta edição de um dos mais belos eventos do Sertão de Pernambuco, dentre elas a Associação convidou os netos do escritor e dramaturgo, João Pedro e Mariana para serem o rei e a rainha da cavalgada. Confira as fotos com exclusividade do nosso blog.




  

terça-feira, 26 de maio de 2015

GRADE COMPLETA DA PROGRAMAÇÃO XXIII CAVALGADA À PEDRA DO REINO

Programação - Cultura Popular

Sábado (30)

Praça Sá Moraes
A partir das 09h00

Banda de Pífanos Mestre Ulisses
Grupo de dança São Gonçalo
Violeiros e Repentistas
Reisado do Mestre João Cícero
Forró Pé-de-serra

Estádio Carvalhão
A partir das 15h00

Leonardo Locutor
Banda Filarmônica São José
Cavalhada Zeca Miron



Domingo (31/05)

Igreja Matriz de São José

05h30 - Coral de Aboio de Serrita

Saída do Cavaleiros

06h00 - Banda Filarmônica São José e
Banda de Pífanos Mestre Ulisses


Programação - Palco Nação Cultural 


Sexta-feira (29)
Pátio de Eventos



22h00 às 23h30 - Guilherme Dantas
00h00 às 01h30 - Flávio Leandro

Sábado (30)
Pátio de Eventos



22h00 às 23h30 - Gean Mota
00h00 às 01h30 - Jorge de Altinho

Domingo (31) 
Sítio Histórico Pedra do Reino
A partir das 07h30

Leonardo Locutor
Trio de Forró de Douglas
Aboiador João Neto

Sérgio do Forró

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PROGRAMAÇÃO

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estas são algumas atrações que estarão na XXIII Cavalgada a Pedra do Reino.


 

Eis aí o rei da Cavalgada à Pedra do Reino. Vamos participar desse momento tão importante pra Cultura belmontense.

Lucas Suassuna, neto do mestre Ariano Suassuna, Rei da XXIII CAVALGADA À PEDRA DO REINO cujo tema deste ano é SAGRAÇÃO DO IMPERADOR DA PEDRA DO REINO em homenagem ao velho mestre, Imperador e CAVALEIRO HONORÁRIO DA ORDEM DOS CAVALEIROS DA PEDRA DO REINO Dom Ariano Vilar Suassuna.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

XXIII CAVALGADA À PEDRA DO REINO 2015. PROGRAMAÇÃO



Pátio de Eventos:

SEXTA  29/05 
GUILHERME DANTAS.  
 Ouça  aqui http://palcomp3.com/guilhermedantas/ 

                  
 FLÁVIO LEANDRO.
Ouça  aqui 
 http://palcomp3.com/FLAVIOLEANDRO_OFICIAL/



 SÁBADO Dia 30/05:

 GEAN MOTA.  Ouça  aqui http://palcomp3.com/geanmota/
JORGE DE ALTINHO. Ouça  aqui http://palcomp3.com/JorgeDeAltinho1/



 Dia: 31/05 

 Sítio Histórico da Pedra do Reino:

                     DOUGLAS BATERA
                     SÉRGIO DO FORRÓ

                          Aboiador (a definir)


REALIZAÇÃO








           

CAVALGADA À PEDRA DO REINO - De 23 a 31 de Maio de 2015


terça-feira, 19 de maio de 2015

31 de maio de 2015, XXIII Cavalgada à Pedra do Reino em São José do Belmonte, Pernambuco. Participe.

O sertão selvagem, duro e pedregoso vira o ́Reino da Pedra do
Reino`, e enche-se de Condes calamitosos e Princesas encantadas,
eles vestidos de Pares de França das Cavalhadas, e elas de Rainhas
do Auto dos Guerreiros. O pobre ́tabuleiro sertanejo` vira um enorme
tabuleiro de Xadrez ou Mesa de Baralho, dourado pelo sol glorioso e
ardente.
(ARIANO SUASSUNA)


18 de maio de 1838: O triste desfecho do Reino Encantado

Após ouvir a narrativa do fugitivo, identificado no processo como José Gomes, o major Manuel Pereira, então chefe de polícia, partiu para a sede da Comarca (Flores), onde comunicou os fatos ao juiz de Direito, que ordenou a mobilização de alguns homens para, juntamente com a força policial, seguir para o local dos acontecimentos. O major Manuel Pereira convocou seus três irmãos, Símplicio, Cipriano e Alexandre, e mais 30 moradores da cidade, os quais, ao todo, formaram uma força de 60 combatentes.

No dia 18 de maio, a tropa deslocou-se em cavalgada, atingindo a região dos eventos ao entardecer do dia seguinte. Foi cerrado, então, grande combate. Depois de mais de uma hora de luta corpo-a-corpo, inúmeros cadáveres jaziam no chão, dentre eles, dois irmãos do major Manuel Pereira: Alexandre e Cipriano. Foram feitos também muitos presos. Alguns fugitivos foram chacinados pela força do capitão Simplício Pereira da Silva.

A maioria dos homens teve que enfrentar a justiça. Alguns foram levados acorrentados em lúgubre procissão de sombras esqueléticas e esfarrapadas, para os cárceres da ilha de Fernando de Noronha. As mulheres tiveram penas variadas, em função dos crimes apurados, e as crianças foram postas em liberdade e distribuídas com a população de Flores para que as criassem.

Quanto a João Antônio – o primeiro rei da Pedra Bonita – foi perseguido e capturado no Estado de Minas Gerais, juntamente com sua mulher, Maria. Algemados foram transportados de regresso a Pernambuco. Todavia, durante a viagem, a polícia com medo que os presos sucumbissem de uma febre palustre que foram atacados, resolveram matar João Antônio. Quanto a Maria, foi levada para a prisão, sendo posteriormente indultada por decreto do presidente da Província de Pernambuco, o barão Francisco do Rego Barros (futuro conde da Boa Vista).

No dia 25 de maio de 1838, o então prefeito de Flores, o coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz, escreveu uma carta ao presidente da Província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, dando-lhe ciência do “Caso mais extraordinário, mais terrível, nunca visto, quase incapaz de acreditar-se”, ocorrido na Pedra Bonita. Essa carta foi publicada no Diário de Pernambuco, em 16 de junho de 1838.

O padre José Francisco Correia, o mesmo que tentara demover João Antônio de suas idéias, esteve no local dois meses depois, reuniu as ossadas das vítimas e lhes deu sepultura. Sobre elas levantou uma cruz de madeira e rezou uma missa. Encerrou a cerimônia com um pedido de perdão para os sebastianistas. Estes fatos aconteceram há 177 anos.

Texto de Valdir José Nogueira de Moura

AGORA É LEI: Cavalgada à Pedra do Reino é incluída no Calendário Oficial de Eventos do Governo do Estado de Pernambuco

Projeto de Lei de autoria do deputado Rogério Leão (PR) é aprovado pela Assembléia Legislativa de Pernambuco e sancionado pelo Governador Paulo Câmara. 

O Projeto de Lei do Deputado Rogério Leão (PR) que propunha incluir no Calendário Oficial de Eventos “O dia da Cavalgada da Pedra do Reino” foi sancionado pelo Governador do Estado.

De acordo com Lei 15.502, de 14 de Maio de 2015, a Cavalgada da Pedra do Reino será realizada, anualmente, no último domingo do mês de maio, em São José do Belmonte.

A primeira edição do evento foi realizada em 1993 e, desde então, tornou-se um dos eventos mais simbólicos de manifestação cultural do Estado chegando a reunir cerca de 450 cavaleiros e amazonas que percorrem um trajeto de 27km.

A Pedra do Reino é formada por duas grandes rochas (uma com 30 e outra com 33 metros de altura), na Serra do Catolé, Município de São José do Belmonte (a 479 km do Recife, pelas BR-232/PE-430). Este endereço é o destino final da cavalgada que acontece todos os anos e relembra o movimento sebastianista liderado por João Antônio dos Santos, em 1838. No local, o auto proclamado Rei João Antônio formou uma comunidade de fiéis seguidores, prometendo um reino de justiça, liberdade e prosperidade, no qual os pobres ficariam ricos e até os pretos renasceriam brancos. Em 1971, o escritor Ariano Suassuna publicou o livro “O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”, resgatando e dando notoriedade ao episódio. O Memorial da Pedra do Reino, situado à Praça Pires Ribeiro, 34, no Centro de São José do Belmonte, expõe quadros, livros, documentos e fotos que se relacionam com o movimento e toda história de fé, fanatismo, tragédia e festa ocorridos no local.  

 

 

Por Elson Jackson do Blog BelmonteDIÁRIO